Ônibus elétrico está sendo testado em Salvador

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tiveram início os testes do Eco-ônibus K9, veículo elétrico sustentável. O ônibus, que estará disponível para a população até 21 de dezembro, fará a linha Aeroporto-Lapa, via orla, pelo mesmo valor da tarifa comum - R$ 2,80.

A viagem inaugural para apresentação foi realizada nesta terça-feira, 3, e percorreu o trajeto de ida e volta da praça Municipal ao Campo Grande.

O ônibus é produzido pela empresa chinesa Build Your Dreams (BYD) e está cedido à prefeitura pela empresa Rio Vermelho. Considerado não poluente, ele tem como diferencial a ausência de barulho e de emissão de gases.

Com capacidade para 76 passageiros, conta com sistema de suspensão que permite rebaixá-lo para o acesso de deficientes físicos.

O K9 alcança velocidade máxima de 70 km/h, alimentado por baterias de fosfato de ferro, com autonomia de  250 km com um carregamento.

Segundo o titular da Secretaria de Cidade Sustentável (Secis), Ivanilson Gomes, os testes visam chamar a atenção das empresas de ônibus para as vantagens desse modelo alternativo.
"Ele não consome diesel nem polui. O desempenho é semelhante aos modelos tradicionais, possui freios que respondem mais rápido e sobem ladeiras com mais facilidade, importante para uma cidade como Salvador", diz.
Embora considere o modelo como "eficiente e sustentável", o secretário de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, afirma que a implantação do ônibus elétrico em Salvador esbarra em um obstáculo: o custo inicial.
"O custo ainda é alto, deve estar em torno de R$ 800 mil, enquanto um convencional chega, no máximo, a R$ 500 mil. Implantá-los é um desejo, mas não posso assegurar quando isso poderá ser  feito", afirma.
Segundo Aleluia, a renda arrecadada com as viagens do ônibus elétrico será revertida para uma instituição social, que ainda não foi definida.

Usuária
A aposentada Alice  Gonçalves, cadeirante, aprovou o sistema de acessibilidade do veículo: "Nos ônibus comuns sinto dificuldade ao subir, mesmo com o elevador. Nesse, a rampa é mais baixa e mais fácil de acessar".

O modelo prevê, ainda, a instalação de ar-condicionado. No entanto, durante o teste, o calor foi o que mais incomodou os passageiros. "As janelas são altas e pequenas. Com esse calor, é complicado andar nesse ônibus sem ar-condicionado", disse Vívian Barros, 32.

Por Luana Almeida
Informações: A Tarde







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Na Grande Vitória, Setop inicia licitação para implantar o Sistema BRT

A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) publicou, nesta quarta-feira (4),o aviso de "licitação pré-qualificação" para a concorrência, por menor preço, entre as empresas interessadas em implantar o Sistema “BRT da Região Metropolitana da Grande Vitória”. 

De acordo com o ato, publicado no Diário Oficial, a entrega da documentação para o serviço deve ser feita até o dia 20 de janeiro de 2014. O valor anunciado para a obra é de R$ 742.278 milhões. 

O sistema BRT (Bus Rapid Transit) faz parte do Programa de Mobilidade Metropolitana (PMN), que prevê a construção de 32 quilômetros de corredores de ônibus e deverá interligar os terminais da Grande Vitória. O projeto prevê ainda o alargamento das calçadas e a retirada dos pontos de ônibus, que deverão ser substituídos por plataformas de embarque e desembarque construídas no canteiro central das vias. A principal promessa do serviço é a diminuição no tempo das viagens.  


Ainda que defendido pelo Estado como uma ferramenta promissora no fomento da mobilidade urbana, o governo vem recebendo críticas que vão desde a necessidade do novo sistema à sua eficácia. Enquanto parte da sociedade civil cobra que os investimentos sejam direcionados para outros projetos como aquaviário e ciclovias, inclusive na Terceira Ponte, outros alertam para as características físicas de Vitória - o sistema não solucionaria o problema de trânsito da cidade. 

O projeto tem ainda outro ponto polêmico, que é a utilização de dois galpões do Porto de Vitória para a passagem do BRT, criticada pelo Conselho Estadual de Cultura, que luta pelo tombamento das estruturas. De acordo com o Conselho, a utilização dos galpões da Codesa não respeitou uma consulta pública, nem garantiu uma discussão democrática sobre a viabilidade urbana e de estrutura da região. 

O uso dos galpões para o BRT também vem sendo duramente criticados pela sociedade civil organizada, por se tratar de um projeto que não prioriza o valor histórico da Capital e por significar a extinção de um espaço utilizado para o fomento da cultura, que deveria ser revitalizado, ao invés de destruído. 

Por Flavia Bernardes
Informações: Seculo Diário
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