Goiânia sofre pela falta de Metrô

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Que o problema do trânsito em Goiânia não é simples, todos sabem. Esperar e continuar a difundir visões, somente, sem uma aplicabilidade prática não é a atitude mais aconselhável. O futuro é intervir drasticamente, mudar o perfil da cidade e transformá-la no que o diretor técnico do Detran, Horácio Mello, chama de cidade global. “O metrô já era para ter sido construído”, coloca. 

A alternativa seria interessante, na visão dele, para convencer os motoristas a deixarem os carros em casa e se sujeitarem ao transporte público. O atual modelo está aquém da necessidade e da disponibilidade solicitada pela população goianiense. O preço con­siderado alto do Sit Pass (R$ 2,50), os atrasos, o número reduzido e a incerteza quanto aos horários, tudo desanima e favorece a aquisição de automóveis e meios de transporte próprios.

Horários
O metrô é um pouco diferente. A padronização de horários e a consequente obediência deles seriam capazes de agir em favor da diminuição de motos e automóveis nas ruas. O processo de implantação é demorado, o custo é caro, mas para Horácio é o único existente capaz de garantir uma tranquilidade em longo prazo, caso contrário Goiânia vai continuar a enfrentar problemas, que tendem a aumentar a gravidade com o passar do tempo. 

Fora isso, ele sinaliza que a ausência de uma ação imediata eleva ainda mais o valor a ser gasto na obra, já que o uso do solo na capital carece a cada dia. “Sou técnico e tenho a obrigação de defender o que é mais viável, nem que para isso tenha de buscar por parcerias público-privadas”, diz. Lembrando que Prefeitura e Governo do Estado estudam formas de se implantar um metrô de superfície na capital.


Fonte: O Hoje

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