Metrô de Teresina vai parar três dias para vistoria do CREA

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Após uma audiência convocada pelo Ministério Público Estadual (MPE) através do promotor Fernando Santos, a Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP) suspenderá a partir desta sexta-feira, dia 20, os serviços do Metrô. Até o domingo, cerca de 12 mil passageiros diários que passam pelo metrô não poderão utilizar o transporte que passará por uma vistoria dos engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA).

O metrô só terá seu funcionamento retomado, após a emissão de um laudo técnico atestando que o metrô pode funcionar. O MP quer garantias de que o metrô não coloque em risco a vida dos passageiros. Para o Fernando Santos, além da segurança é preciso garantir a confiança dos teresinenses nos serviços do metrô. "A confiança da população está comprometida. Mesmo que haja garantias de pleno funcionamento as pessoas ficarão com medo de usá-lo", pontuou.

O primeiro acidente nas linhas férreas do Metrô ocorreu dia 14 de abril, na ponte do Bairro Ilhota, na zona Sul da capital. O segundo caso ocorreu dia 25 de abril, de acordo com a CMTP. O terceiro aconteceu no dia 16 de maio. Os dois primeiros descarrilamentos, de acordo com a CMTP, foram provocados por causa da chuva que atingiu a região em abril. Desta vez, a suspeita é a de que tenha ocorrido vandalismo ou sabotagem. Um Boletim de Ocorrência foi registrado no 8º Distrito Policial da capital.

Segundo Antônio Sobral, diretor administrativo do Metrô de Teresina, em 21 anos de funcionamento não foi registrado nenhuma ocorrência grave com vítimas fatais, por exemplo. Mas que a medida servirá para legitimar o trabalho de fiscalização que a Companhia vem realizando. Ele ressaltou que na linha férrea do Metrô da capital existem dois pontos críticos: nas curvas horizontais e nos trechos de aparelhos de mudanças.
"Concordamos que seja feito essa vistoria externa. Mas vale lembrar que temos trabalhado constantemente para garantir a integridade das pessoas que utilizam diariamente os serviços do Metrô", destacou Sobral.

Segundo o promotor Fernando Santos, a medida em comum acordo com a direção da Companhia, tem caráter preventivo, especialmente como forma de evitar ações mais graves, como o ingresso de representações judiciais. Nesta terça-feira, dia 17, a Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí, informou que ingressou com uma representação na Procuradoria Geral de Justiça, solicitando a abertura de processo administrativo e suspensão do serviço.

Polícia investiga sabotagem no último descarrilamento do metrô
O diretor administrativo do Metrô, Antônio Sobral, informou durante audiência no Ministério Público que a Polícia investiga para identificar dois homens suspeitos de fazer a sabotagem no metrô. A suposta sabotagem teria sido a causa do terceiro descarrilamento.
Segundo testemunhas já ouvidas pela Polícia do 8ª Distrito Policial, responsável pela investigação do caso, dois homens foram vistos no último domingo, dia 15, serrando os cadeados que mantém as linhas férreas seguras.


1 comentários:

Leoni disse...

Prezados,

Uma das melhores formas de modernizar e atualizar os sistemas metropolitanos de locais em que ainda se utilizam da bitola métrica, é a implantação de bitola em 1,6m a exemplo do que acontece nas maiores metrópoles brasileiras, observando, uma foto frontal postada, pode se visualizar a desproporção da largura da bitola, 1,0m com relação largura do trem “l”=3,15m x altura “h”= 4,28m ( 3,15:1) conforme gabarito, o que faz com que pequenos desníveis na linha férrea provoquem grandes oscilações e instabilidades ao conjunto, podendo esta ser considerada uma bitola obsoleta para esta função, tal situação é comum na maioria das capitais no nordeste, exceto Recife-PE.
Entendo que deva haver uma uniformização em bitola de 1,6 m para trens suburbanos de passageiros e metro, e um provável TMV- Trens de passageiros convencionais regionais em média velocidade, máximo de 150 km/h no Brasil, e o planejamento com a substituição gradativa nos locais que ainda não as possuem, utilizando composições como destas 12, (36 unidades) em que a CPTM-SP colocou em disponibilidade em cidades como Teresina-PI, Natal-RN, Maceió-AL, João Pessoa-PB operadas pela CBTU que ainda as utilizam em bitola métrica, com base comprovada em que regionalmente esta já é a bitola nas principais cidades e capitais do Brasil, ou seja: São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, e Curitiba (projeto), e que os locais que não as possuem, são uma minoria, ou trens turísticos.
Assim como foi feito em São Paulo, que se recebeu como doação, composições usadas procedentes da Espanha na qual trafegavam em bitola Ibérica, de 1,668m, e que após a substituição dos truques, (Rebitolagem) trafegavam normalmente pelas linhas paulistanas em 1,6m, com total reaproveitamento dos carros existentes, o mesmo poderá ser feita com estas composições que trafegam nestas cidades, lembrando que este é um procedimento relativamente simples, de execução econômica, com grande disponibilidade de truques no mercado, facilitando a expansão dos serviços, uma vez que todas as implantações das vias férreas pela Valec no Norte e Nordeste rumo ao Sul já são nesta bitola.
Esta será uma forma extremamente econômica e ágil de se padronizar, flexibilizar, uniformizar, racionalizar e miniminizar os estoques de sobressalentes e ativos e a manutenção de trens de passageiros no Brasil.

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