Greve de ônibus em Jundiaí continua e prejudica cerca de 130 mil pessoas

sábado, 21 de maio de 2011

Após um dia de caos na sexta-feira, a greve de ônibus continua por tempo indeterminado. De acordo com o sindicato da categoria, que tentou nova negociação com a Viação Jundiaiense e Três Irmãos no final da tarde, não há previsão para que o transporte público seja normalizado.

A Viação Leme, responsável por 350 funcionários, foi a única que não aderiu totalmente à greve. “Estamos  trabalhando com algumas alterações, para tentar atender a linha das outras empresas”, disse o gerente geral Elcio Sofiati. A falta de integração nos terminais, porém, restringiu a iniciativa.

O presidente da ACE (Associação Comercial), Ricardo Diniz, cobrou um plano de emergência da Secretaria de Transportes para esse tipo de situação.

“A greve é um direito do trabalhador, mas causa danos ao consumidor e ao comerciário que usam o transporte”, diz.
surpresa / A recepcionista Micaelly Gomes Vieira, 23 anos, mora em Várzea Paulista e trabalha na empresa LGM, do Jardim Paulista, em Jundiaí. E ficou assustada ao ver o Terminal Central fechado ainda antes das 8h. “Fiquei duas horas e meia esperando até que o supervisor da empresa veio me buscar”, diz. E observa que a empresa teve transtornos ao precisar buscar e levar embora vários funcionários.
A mesma solução foi usada pelo trocador de moldes Andrew Cabrera de Souza, 24, que mora no Ivoturucaia e trabalha na Plásticos Jundiaí, do Distrito Industrial.

“Eu entro às 6h, mas cheguei somente às 8h30”, conta. Ele conseguiu chegar de madrugada até o Terminal Vila Arens, mas ainda estava ali quando os funcionários anunciaram a paralisação total e o local foi fechado.

“Tivemos que sair do terminal e não conseguíamos nem voltar para casa e nem chegar ao trabalho”, acrescenta observando que aproximadamente 25 funcionários do turno da manhã faltaram, sobrecarregando quem trabalhou. Para voltar para casa precisou de paciência para esperar um ônibus, já que poucas linhas estavam rodando.

andar com fé... / A dona de casa Maria Auxiliadora do Carmo de Virgílio, 49 e a filha Jéssica Maria, 17, grávida de seis meses, andaram o percurso entre Centro e  Ponte São João. “Tive que pagar contas. Meu genro me trouxe mas a volta é caminhando”, diz Maria. Um pouco indisposta, a filha encarou. “Fazer o quê?”, afirma.
Acordo não sai e prefeitura anuncia multa a empresas

Não houve acordo entre as empresas, que oferecem 10% de reajuste salarial, vale alimentação de R$ 9,35 e PLR (Participação de Lucros e Resultados) de R$ 300, e os trabalhadores, que pleiteiam 15% de reajuste, R$ 10 no vale e PLR único no valor do salário de motorista para toda a categoria. “Hoje (sexta) recebemos o valor  em duas parcelas”, disse um funcionário na paralisação.

Em nota a Prefeitura diz que “por meio da Secretaria de Transportes notificou as empresas concessionárias do transporte coletivo” para exigir que 30% das respectivas frotas estejam em operação durante a realização de protestos iniciados na madrugada desta sexta-feira (20), que comprometeu o atendimento.

A manutenção dos serviços nos percentuais exigidos, continua a nota do governo, pretende assegurar as condições mínimas exigidas para a prestação de um serviço essencial para a população e está previsto nos termos da concessão e em especial dos artigos 16 e 17 do Decreto 19.153 de maio de 2003.
A confusão gerada durante a assembléia da noite de quinta-feira colocou em xeque a direção do sindicato. O motivo de indignação dos trabalhadores foi o anúncio de aprovação da proposta patronal apesar da grande votação contrária a ela.

Para o próprio presidente do Sindicato dos Rodoviários, Laurindo Lopes, o motivo foi que os funcionários da Rápido Luxo (1,1 mil) e da Leme (400) não apoiaram a greve.

“Estou junto com eles desde o começo, mas tenho negociações nas outras cidades”, justifica. Ela nega pressão contra o movimento.
O clima tenso, entretanto, levou a Guarda Municipal a atuar nas garagens das empresas para impedir bloqueio a quem fosse trabalhar diante da greve que, segundo a prefeitura, tem “legalidade questionável”.

Mas a insatisfação interna da categoria continua visível. Ontem os funcionários chegaram a reclamar ao chefe de tráfego do sistema,  Nelson Cordeiro, da falta de apoio do sindicato.

“Nós pagamos todo mês e não temos um representante aqui para negociar com a empresa. Não temos poder para isso e não é justa esta exposição”, disse o motorista M. F., 47, que trabalha na Viação Jundiaiense desde 2000.

Mas os envolvidos acreditam que a renovação da diretoria sindical é um assunto a ser discutido depois da greve. As empresas devem tentar liminar no Tribunal Regional do Trabalh


2 comentários:

Anônimo disse...

Sou de Sâo Paulo, morando temporariamente em Jundiaí. Temos o Bilhee Unico, onde podemos andar pela cidade de SP inteira, trocando de onibus em qualquer ponto, sem precisar ir a um Terminal, pelo período de 3 horas. Aqui, uma cidade pequena comparada a SP, a tarifa é a mesma, e a quilometragem percorrida muito menor. Acho justo os funcionarios exigirem aumento, porque as empresas devem estar lucradno muito.

william fernando disse...

saõ um bando de vagabundo que não querem trabalhar

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