Problemas no transporte coletivo urbano são comuns em muitas cidades do Estado de São Paulo

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Araçatuba - Problemas no transporte coletivo urbano são comuns em muitas cidades do Estado de São Paulo, mas algumas prefeituras do Interior Paulista se adiantaram na busca por melhoria dos serviços prestados à população. Marília está em processo de transição para pôr fim ao monopólio dos coletivos. Presidente Prudente, Franca e Bauru já operam com mais de uma empresa. Em Araçatuba, a TUA é a única empresa que faz o transporte coletivo. Representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário de Araçatuba se reúnem hoje para discutir o tema.
Em Marília, município que vive situação semelhante à de Araçatuba, os vereadores aprovaram no dia 22 de dezembro do ano passado projeto de lei que regulamenta o transporte coletivo e permite que duas empresas prestem o serviço na cidade. Problemas na qualidade dos serviços foram uma das razões para o projeto.
Segundo o presidente do SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano), Antônio Carlos Silva, as reclamações dos coletivos administrados pela Empresa Circular de Marília são gerais, situação que ocasionou a proposta de mudar a lei municipal que monopolizava o serviço. 'Ônibus sujos, excesso de velocidade e de lotação, atrasos e mudança de linhas sem consultar a população são alguns dos problemas relatados pelos usuários', explica Silva, em entrevista à Folha.
O SAF funciona como uma espécie de conselho municipal que monitora a qualidade dos trabalhos oferecidos pelas concessionárias de transporte público. O órgão teve papel importante nas discussões que resultaram em mudanças no transporte coletivo de Marília. Em Araçatuba, entidade semelhante seria o Conselho de Usuários de Transporte de Passageiros, previsto pela Lei Orgânica do Município, mas que não foi criado até hoje.

Presidente Prudente tem pouco mais de 207 mil habitantes e já conta com 24 ônibus adaptados com elevadores para pessoas com deficiência. A proporção é de um veículo para cada grupo de 8,6 mil moradores. Operam naquela cidade a Pruden Express e a TCPP (Transporte Coletivo de Presidente Prudente).

Em Araçatuba, onde vivem mais de 182 mil pessoas, há um ônibus adaptado para cada grupo de 18,2 mil moradores. A TUA (Transportes Urbanos Araçatuba) afirma que segue um cronograma firmado com o Ministério Público de Araçatuba, que prevê a instalação de dispositivos de acessibilidade em toda a frota até 2015, chegando ao total de 42 veículos. Por enquanto, a concessionária oferece dez ônibus adaptados.

Bauru opera seu sistema de transporte público com três empresas: Grande Bauru, Baurutrans e Cidade Sem Limites. O município tem 66,5% de sua frota adaptada para pessoas com deficiência, ou 157 veículos, enquanto Araçatuba tem 23,2%, porcentagem que representa dez carros. Com relação ao total da frota, Prudente tem um coletivo para cada grupo de 1,5 mil morado.Em Bauru, a relação também é de um para 1,5 mil, enquanto em Franca está em um para 3,1 mil. Em Araçatuba, essa proporção é de um para cada 4,2 mil, o que representa o menor número de ônibus per capita nos municípios pesquisados pela Folha. Para as cidades ouvidas, maior número de ônibus representa menor tempo de espera nos pontos.
Em Franca, com 330,9 mil moradores, há um veículo adaptado para cada 8,4 mil pessoas. A melhor proporção de acessibilidade levantada pela Folha da Região é da cidade de Bauru, com um ônibus para cada 2,2 mil pessoas, numa população total de 359,4 mil.
Fonte: Folha de Região
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Usuários de ônibus sofrem em pontos de Salvador


O vendedor de automóveis Fábio Pinto, de 28 anos, vai e volta do trabalho todos os dias de ônibus. Ele se diz indignado com a condição de alguns pontos. “Durante o dia, sofremos com o tempo, tanto faz se é sol ou chuva. À noite, o problema é a segurança”, desabafa. A cadeirante Lourdes Maria Barbosa, de 68 anos, enfrenta problemas maiores. “Muitos pontos não têm rampa para quem é deficiente”, afirma.
Atualmente, a população de Salvador conta com 2.736 pontos de ônibus para atender os cerca de 39 milhões de usuários mensais de transporte público. Como se vê, as reclamações que eles fazem sobre o estado de manutenção dos pontos e seus equipamentos são frequentes.
A situação é um pouco melhor nos abrigos que estão sob responsabilidade da iniciativa privada que, desde 1999, explora a publicidade no mobiliário urbano. O sistema é adotado em diversas capitais no Brasil e no mundo.

R$ 6 milhões - Em Salvador, as empresas JC Decaux e Cemusa venceram o pregão e assumiram 648 pontos, distribuídos em dois lotes. O primeiro (250) é explorado pela JC Decaux, vai da Barra a Itapuã e inclui a orla e adjacências até a Avenida Paralela. O segundo lote (398) corresponde aos pontos em vias internas da cidade, como Avenida Joana Angélica e Suburbana, estes são explorados pela empresa espanhola Cemusa.
As empresas faturam aproximadamente R$ 6 milhões mensalmente com os equipamentos. “A prefeitura fica com 5% do que as empresas faturam com a exploração comercial dos equipamentos, isto dá algo em torno de R$ 300 mil por mês”, informa a assessora-chefe da Secretaria Municipal de Transportes e Infraestrutura (Setin), Lídia Santana. Ela ressalta os prejuízos do vandalismo: “Muitos pontos são depredados, vidros são quebrados, lixo jogado no chão, enfim, é preciso que a população tenha mais consciência”, afirma.

Fonte: A Tarde
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DF: Usuários protestam contra Viação Anapolina

Um grupo de usuários de transporte público se reuniu ontem, na Rodoviária do Plano Piloto, para protestar contra as condições dos ônibus da Viação Anapolina, única a fazer o transporte coletivo entre cidades do Entorno e Brasília. Munidos de apitos, distribuindo cartazes, eles percorreram todas as filas de ônibus da viação, recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado que será entregue hoje ao promotor de Justiça da Comarca de Luziânia, Jefferson Rocha. Em cinco dias de assinaturas, mais de 500 nomes integravam a lista. Além de melhorar as condições do serviço que a empresa oferece, defendem que haja concorrência no transporte da região.
Vestido de palhaço, um dos criadores da manifestação, Alcino Sodré, 28 anos, explicava as razões do movimento, batizado de Fora Anapolina. Segundo ele, as passagens são caras, a empresa não aceita vale-transporte para estudantes, em algumas linhas é possível encontrar baratas e insetos e os veículos estão sempre atrasados. “Já esperei mais de uma hora para pegar meu ônibus”, comenta. Enquanto aguardava na fila do ônibus, a diarista Maria de Fátima Rodrigues, 48 anos relata que coletivos quebrados são uma constante. “No ano passado, o ônibus começou a pegar fogo e o extintor não funcionava. Tivemos que parar em uma padaria e pegar balde e água para resolver”, conta.
De acordo com o assessor jurídico da Viação Anapolina, Antenor Mito, a empresa vem investindo na renovação da frota. No ano passado, destaca ele, 60 veículos foram substituídos por novos, e mais 40 carros antigos deram lugar a seminovos. A intenção é trocar mais 100 unidades em 2010. Os novos ônibus, prossegue ele, serão adaptados a portadores de deficiência. Em relação à gratuidade para estudantes, ele esclarece que, de acordo com a legislação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o benefício não se estende às linhas federais. Mito diz ainda que os ônibus passam por limpeza diária e destaca a precariedade das vias por onde trafegam. “Os trajetos são terríveis, cheios de buracos”, esclarece. Atualmente, cerca de 450 carros ligam o Entorno a Brasília. A circulação diária (ida e volta) é de cerca de 100 mil pessoas.
Fonte: Correio Brasiliense
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Em Goiânia, Reunião discute mudanças em 27 linhas de ônibus


Com as alterações em 27 linhas de ônibus da Região Metropolitana de Goiânia, desde o último dia 18, a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) admitiu a possibilidade de rever algumas delas, devido à grande insatisfação dos usuários.
Segundo o diretor-técnico da CMTC, Denício Trindade, “se precisar voltar atrás em alguns casos, será feito”, todavia, ele alega que a principio não foi localizada nenhuma linha nesta situação. “Este é um momento de transição e as pessoas estavam habituadas há muito tempo com as rotas que faziam diariamente, mas o impacto inicial já foi amenizado e os usuários já estão se acostumando com as modificações”, afirma ele.
Os promotores Érico de Pina e Murilo de Morais fiscalizaram ontem terminais em que as linhas sofreram alterações. O objetivo da verificação foi ver de perto a situação e as reclamações dos passageiros para fundamentar as medidas que devem ser tomadas. Hoje, eles se reúnem novamente com representantes da CMTC e empresas de ônibus para que sejam apresentadas as medidas estudadas pelos órgãos para minimizar o impacto das alterações.
O diretor-técnico garantiu que problemas pontuais, como aumento de demanda e atrasos em algumas linhas, já estão sendo resolvidos pela companhia e ônibus reservas estão sendo disponibilizados nos terminais. “Houve o aumento da demanda em algumas linhas e estamos monitorando esses locais para resolver o problema, com ações como o aumento de ônibus e oferta de viagens.”A direção do MP para que a divulgação na mídia fosse intensificada, de acordo com Denício, já está sendo feita.
“A mídia espontânea também ajudou a levar a informação”, afirma ele, que avisa que o 08006482222, que até semana passada não estava funcionando, agora está normal. Ele também recomenda os passageiros a utilizarem os serviços disponíveis no site http://www.rmccgoiania.com.br/.
Fonte: O Hoje
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Em BH, Novas linhas de ônibus facilitam o transporte


Já estão em operação os ônibus que farão o transporte gratuito entre a Estação Vilarinho do metrô e a Cidade Administrativa. O trajeto dessa linha é de cinco quilômetros, com tempo médio de viagem de sete minutos, funcionando de 7 da manhã até às 19 horas. Entre as 19 e 21 horas, um ônibus continuará circulando para atender os servidores que trabalham até mais tarde. Só terá acesso ao ônibus gratuito o servidor que estiver portando o crachá. "O site da BHTrans (www.bhtrans.pbh.gov.br) colocou no ar o Google Map, onde o servidor pode colocar o seu endereço de residência com destino "Cidade Administrativa", e o site já vai indicar qual é o melhor transporte coletivo que ele deve pegar para chegar de forma mais ágil", explicou Renata Vilhena.
O servidor também já conta com novas linhas de ônibus criadas para atender a Cidade Administrativa. A linha 6350 parte da estação BHBus do Barreiro e vai até a estação de metrô do Vilarinho, passando pelas avenidas Tereza Cristina, Amazonas, Anel Rodoviário, Antônio Carlos, Dom Pedro I e Vilarinho. Outras três linhas de ônibus partem do Centro de Belo Horizonte, da estação do metrô São Gabriel e da estação Venda Nova do BHBus.
A linha 65 sairá do Centro, passando pela rua da Bahia, avenidas Amazonas, Andradas e Antônio Carlos, com ponto final na estação Vilarinho. Já a linha 8650 sairá da estação São Gabriel com itinerário pela avenida Cristiano Machado e rodovia MG-010. O desembarque final será na Cidade Administrativa.
Já a linha 642 parte da estação Venda Nova do BHBus e passa pelas avenidas Padre Pedro Pinto, Vilarinho e Dom Pedro I. O desembarque também será na estação Vilarinho. Nos horários de pico (das 7h30 às 9h e das 16 às 18h), o trajeto de todas as linhas de ônibus será até a Cidade Administrativa e não apenas até a estação Vilarinho.
O sistema de transporte foi desenhado para facilitar a mobilidade e garantir maior integração entre os ônibus e o metrô, de forma que o servidor utilize o máximo de dois ônibus ou um ônibus e o metrô durante o deslocamento de casa até o trabalho.
Fonte: Governo do Estado
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Rio: Em audiência, deputados questionam intervalos de trens do metrô

Os problemas recentes do metrô do Rio foram discutidos durante seis horas nesta sexta-feira (26) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em uma audiência pública. Representantes da concessionária do serviço, do governo do estado e do Ministério Público foram interrogados pelos deputados, mas a solução para o drama dos passageiros não foi encontrada.
Em discussão os pontos mais críticos do serviço oferecido. O diretor encarregado de falar pela empresa afirmou que os problemas de lotação e do calor só podem ser resolvidos com a chegada dos novos trens em 2011.
A concessionária foi contestada sobre o intervalo que tem mantido entre os trens, atualmente em 5,30 minutos. O contrato assinado pelo governo e pelo Metrô em 2007, já prevendo a criação da linha 1A, diz que o tempo entre as composições deve ser de 4,45 minutos na linha 1.
A agência reguladora do serviço não concorda. “É esse o contrato que tá valendo, é esse que a Agetransp vai cobrar do metrô que o metrô cumpra com a determinação do contrato”, disse Herval Souza, diretor da agência.
A Agetransp informou que já analisa até punições para o metrô, que podem ser anunciadas no dia 10 de março. Mas a agência diz que só poderá atuar depois que o governo do estado confirmar se os indicadores de qualidade do serviço estabelecidos no contrato estão valendo.
Para o deputado Alessandro Molon, que pediu uma CPI para o Metrô, a audiência mostrou que o contrato não está sendo cumprido e que a população é que acaba pagando. “ A concessionária diz que ela não tem como reduzir o intervalo antes de 2011, isso tudo prova que foi uma irresponsabilidade ter inaugurado a linha 1A antes da chegada dos novos trens”, disse.


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