Greve de ônibus também em Rio Branco

terça-feira, 25 de maio de 2010


Motoristas e cobradores de ônibus iniciaram ontem (24) greve por tempo indeterminado. De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado Acre (Sinttpac), Celina Costa, a principal reivindicação é o fim da intrajornada de trabalho que segundo ela “está acabando com os trabalhadores”. Representantes do Sindicato reivindicam também a reposição de perdas salariais de 30% e refeições.

“Por cinco vezes nos reunimos com os representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindcol) para tentar firmar um acordo e não conseguimos”, relata a presidente.

Na manhã de ontem, no terminal urbano, estudantes do curso de História da Ufac fizeram manifestação contra a paralisação. A população que depende do transporte coletivo para se locomover enfrenta atrasos de até uma hora, pois durante o período da mobilização dos motoristas e cobradores de ônibus estará circulando apenas 30% da frota.

Os usuários que estavam no terminal urbano na manhã de segunda também não pagaram a passagem de ônibus porque os cobradores da tarifa liberaram a entrada ao terminal como forma de protesto.

O debate sobre o intervalo de intrajornada

Os sindicalistas afirmam que a categoria está unida, e a votação é unânime principalmente contra o fim da intrajornada de trabalho. O motorista Clodoaldo Cristiniano, 14 anos de profissão, explica que a intrajornada é muito pesada para o trabalhador.

“Eu saio às 3h da manhã de casa, para iniciar o meu turno às 4h40. O meu intervalo de trabalho é às 7h, que não dá tempo de ir para casa, então, espero em alguma parada final de ônibus sem a menor estrutura, para às 8h começar outro turno que vai até às 14h da tarde”, revela o motorista dizendo que é muito desgastante, além de ficar sem horário para almoçar.

A intrajornada é o intervalo em que os motoristas e cobradores permanecem na parada final de ônibus ou no terminal urbano como forma de repouso e para alimentação, entre uma jornada e outra de trabalho.

Em nota, os representantes do Sindcol, esclarecem que a reivindicação de acabar com o intervalo intrajornada vai de encontro a uma decisão judicial solicitada pela próprio sindicato da categoria, que agora quer pressionar a justiça para anular o que foi decidido. Eles afirmaram que esperam retomar as negociações para que a população não seja prejudicada.

Fonte: A Tribuna

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